
Celebrado neste dia 7 de janeiro, o Dia do Leitor é um convite à pausa, à imaginação e ao reencontro com as histórias que atravessam gerações. Em pleno período de férias escolares, a data ganha ainda mais significado ao incentivar crianças, jovens e adultos a desacelerarem e aproveitarem o tempo livre para ler sem pressa, sem obrigação e apenas pelo prazer de mergulhar em boas narrativas.
A leitura durante as férias contribui para manter o vínculo com o aprendizado de forma leve, estimula a criatividade, amplia o repertório cultural e fortalece o hábito de imaginar, refletir e sonhar. É também uma oportunidade de criar momentos afetivos em família, seja com a leitura compartilhada ou com a troca de indicações entre pais, filhos e amigos.
Para a tutora pedagógica Willany da Cunha Reis, o período de recesso é estratégico para fortalecer a relação dos estudantes com os livros. “As férias são um momento importante para que a leitura aconteça de forma livre e prazerosa. Quando a criança lê sem cobrança, ela cria vínculo com o livro, amplia o olhar sobre o mundo e desenvolve habilidades que vão muito além da sala de aula”, destaca.
Entre as sugestões da tutora, clássicos atemporais como O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. A obra, conhecida mundialmente, oferece lições profundas sobre as coisas simples da vida e sobre a importância de redescobrir a criança interior. Com uma linguagem sensível e poética, o livro ensina a olhar o mundo com o coração, a valorizar o essencial e a perceber que aquilo que realmente importa vai muito além das aparências e das ambições adultas.
Outra indicação é O Pequeno Príncipe Preto, de Rodrigo França, uma releitura contemporânea que valoriza a identidade, a ancestralidade e a representatividade. A obra amplia o universo simbólico da história original, promovendo reflexões sobre pertencimento, autoestima e diversidade, especialmente importantes para crianças e jovens em formação.
Willany reforça ainda que o hábito da leitura deve ser estimulado desde cedo. “Ler é um ato de cuidado. É permitir que crianças e jovens se reconheçam nas histórias, desenvolvam empatia e aprendam a ver a vida com mais sensibilidade”, completa.
