Autor: Assessoria

Novembro Negro: Aula-show reúne grande público e marca debate sobre educação antirracista em Petrolina

A Concha Acústica da Praça Dom Malan recebeu, na noite desta segunda-feira (24), um grande público para a aula-show que abriu oficialmente o I Encontro Municipal Compromisso Antirracista na Educação, parte da programação do Novembro Negro da Rede Municipal de Ensino. O evento, realizado pela Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Educação, Cultura […]

25/11/2025 13h09 Atualizado há 3 meses atrás

A Concha Acústica da Praça Dom Malan recebeu, na noite desta segunda-feira (24), um grande público para a aula-show que abriu oficialmente o I Encontro Municipal Compromisso Antirracista na Educação, parte da programação do Novembro Negro da Rede Municipal de Ensino. O evento, realizado pela Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, reuniu educadores, estudantes e comunidade para uma noite de reflexão, ancestralidade e celebração da cultura afro-brasileira.

A abertura contou com apresentações de capoeira dos Grupos Muzena, Ginga Legal, Esperança na Ginga, além do tradicional Samba de Veio da Ilha do Massangano, que levaram música, energia e ancestralidade ao palco, preparando o público para os debates e vivências que marcaram a noite.

As convidadas especiais, Carla Akotirene e Sauanne Bispo, referências nacionais na discussão sobre raça, cultura e educação, conduziram a aula-show trazendo reflexões profundas sobre o papel da escola na construção de uma sociedade antirracista. Para Sauanne Bispo, educar para a consciência racial é também educar para o futuro. “Nós somos a ancestralidade do futuro e temos que assumir essa responsabilidade, quebrar paradigmas e saber qual o papel do educador nesse processo. É preciso atualizar o que é passado aos estudantes para além dos livros, dar opções, apresentar possibilidades. Precisamos ensinar a sonhar, pois só mudaremos nossa realidade quando nos permitirmos sonhar”, afirmou.

Carla Akotirene reforçou a importância da educação como instrumento de reparação e transformação social. “A escravização deixou resquícios que nos colocam como territórios enfraquecidos intelectualmente. A luta antirracista existe justamente para mudar isso. E entendemos que não há como ser antirracista sem inserir essa prática de forma concreta na educação”, completou.

A professora da rede municipal, Jocikleia Castro, destacou o impacto da programação para o trabalho cotidiano em sala de aula. “Achei um evento muito significativo. Ele nos possibilita ampliar conhecimentos para trabalhar com as crianças o empoderamento da sua cor. Já desenvolvemos essa temática de maneira lúdica, e esse evento vai enriquecer ainda mais nosso fazer pedagógico”, pontuou a educadora.

O evento integra um conjunto de ações que vêm sendo desenvolvidas através da Educação municipal, fortalecendo a implementação do Protocolo Municipal de Combate ao Racismo, adotado este ano em todas as escolas da rede e promovendo formações que reforçam a construção de práticas pedagógicas que valorizem a identidade, a história e a cultura negra.


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