Terreiros Produtivos: prefeitura usa tecnologia para melhorar estocagem de espécie forrageira

Estimular e capacitar os agricultores para uso de tecnologia através de um alimento energético e rico em proteína por meio da fermentação da palma forrageira. Este é o objetivo da Prefeitura de Petrolina que está incentivando a tecnologia da ‘Sacharina de Palma’, na Unidade Demonstrativa ‘Terreiros Produtivos’, na fazenda Carretão, comunidade de Caititu, zona rural do município.

A iniciativa, coordenada pelos técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agrário, permite que o agricultor use estratégias de sustentabilidade que possam garantir recursos suficientes para a segurança alimentar dos animais durante os períodos mais críticos de seca, principalmente, através da estocagem deste alimento.

De acordo com o secretário executivo de Desenvolvimento Rural e Irrigação, André Jackson de Holanda, a ideia é repassar a técnica da ‘Sacharina da Palma’, aos agricultores, estudantes, professores e multiplicadas nas regiões.

A convivência com a seca no semiárido nordestino exige criações de estratégias como a palma, pois esta cultura proporciona dois cortes anuais, podendo um desses cortes ser estocados e posteriormente ser transformados em feno comum ou enriquecidos com a ‘Sacharina de Palma’, que contém até 20% de proteína bruta, tendo cinco vezes o teor verificado em estado natural, a um custo bem menor que os das rações produzidas com milho ou farelo, podendo ser utilizada como alimento o ano inteiro, sem comprometer a saúde do animal”, explicou o secretário executivo.

Outra importante questão comemorada por André Jackson é que na Unidade Demonstrativa ‘Terreiros Produtivos’, já possui mais de 50 quilos de ensilados em estoque.

Terreiros Produtivos

O projeto realizado pela Prefeitura de Petrolina aproveita ao máximo as águas de poços tubulares para ampliar a produção e renda dos agricultores. A primeira unidade demonstrativa foi inaugurada neste ano e utiliza a água de um poço tubular com vazão de 3.000 litros/hora e irriga, inicialmente, uma área de 0,5 hectares de palma e 0,4 hectares de sorgo forrageiro, além do umbu. Neste trabalho, os agricultores também são orientados a empregar a água salobra de forma correta, técnica e em quantidades pré-estabelecidas nas pequenas plantações de espécies características da região. Além desta, outras unidades demonstrativas serão implantadas pela prefeitura em outras localidades da zona rural.

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