Profissionais orientam sobre como lidar com crianças durante quarentena

Com o aumento no número de casos do novo coronavirus (Covid-19) no Brasil, a Prefeitura de Petrolina dá dicas de como proteger as crianças nesse período de isolamento social. As pesquisas têm mostrado que os pequenos muitas vezes são assintomáticos e não entram nas estatísticas. Ou seja, as crianças infectadas muitas vezes não sabem que estão doentes e por isso não chegam a ir para o hospital e serem examinadas.

A Covid-19 é uma doença respiratória e para mantermos as crianças protegidas, os cuidados com a higiene pessoal devem ser redobrados. “Os pais são fundamentais nesse processo, pois a criança precisa entender que essa doença se espalha com muita facilidade e que não existe vacina, por isso a importância da prevenção. Lavar as mãos com água e sabão por 20 segundos é uma das medidas mais eficazes de combate à doença, além do isolamento social”, orienta o diretor médico da Secretaria de Saúde de Petrolina, Diego Dourado.

Os pais também devem ensinar as crianças a cuidar de sua higiene respiratória. “Para isso, os responsáveis devem ensinar a cobrir a boca e o nariz com a dobra do cotovelo ou lenço descartável ao tossir ou espirrar. São coisas básicas, que as crianças vão levar pro resto da vida. Ainda não há uma explicação científica sobre por que os sintomas tendem a ser mais brandos entre as faixas etárias mais novas, mas é preciso ficar atento e seguir todas as recomendações das autoridades de saúde“, destaca o diretor médico.

Saúde mental

A psicóloga e coordenadora de Saúde Mental da Prefeitura de Petrolina, Stephanie Souza, fala da importância de criar uma rotina para os pequenos. “Por causa do isolamento social, as crianças podem sentir falta da sua rotina e isso pode levar a frustação, angústia e ansiedade. Para isso é importante criar rotinas, hábitos e atividades que estruturem esse período enquanto ele durar. Como as crianças também estão expostas às informações que são dadas, é importante tratar o assunto de forma mais natural e lúdica possível, uma vez que como estão em casa participam ativamente das conversas e angústias de suas famílias. Dessa forma é muito importante oferecer espaço de fala para que a criança também coloque suas angústias e medos em relação ao momento atual. É importante falar da necessidade de estarmos nesse momento em casa, que elas não vão poder ver os amigos por um tempo, mas que isso vai passar“, orienta a psicóloga.

Muitas crianças estão afastadas do convívio de pessoas queridas, como dos avós, que figuram nos grupos de risco da Covid-19. Caso seja seguro, procure não afastá-las do convívio com seus cuidadores principais. “É importante que a criança fique perto de quem ela confia nesse momento de tanta incerteza. É importante trazer virtualmente as pessoas que estão longe para perto da criança, sempre que possível, não promover uma ruptura abrupta. As conversas virtuais com os avós, com os tios, com os amigos da escola, com as pessoas que elas estão acostumadas e gostam, ajudam muito. Outra dica é criar uma rotina nesse período, para tentar diminuir a ansiedade. A rotina traz segurança. E outra coisa que não podemos esquecer: em caso de sintomas como febre acompanhada de tosse seca ou dificuldade respiratória, os responsáveis devem procurar a unidade de saúde mais próxima”, finaliza a coordenadora.

COMPARTILHAR